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20/04/2010

Líder calmo, assertivo e em tempo integral


O método do talvez mais famoso especialista em comportamento canino da atualidade, Cesar Millan, baseia-se em energia, linguagem corporal e, quando necessário, toques físicos rápidos. Nada de gritos, pouco de sons. Veja o último artigo da Série Aprenda com o Encantador de Cães no AuAuAurélio!


A observação da matilha ensina algo que norteia boa parte – senão todas – as técnicas de reabilitação de cães no Cesar’s Way: a de que cães seguem líderes calmos e assertivos.

 

Toda matilha tem um líder estabelecido naturalmente pela sua aptidão de força e liderança. Cães não sentem inveja ou se sentem mal por ter outro cão como líder deles – como nós humanos às vezes sentimos. Para os cães, importa que eles tenham um líder estável e equilibrado de quem são seguidores sem esforços.

 

O dono do cachorro não deve sentir-se mal por dar ordens e oferecer restrições em casa para o cachorro: cães “gostam” quando tem um líder – que deve ser equilibrado, calmo e assertivo. A linguagem corporal do dono do cachorro pode demonstrar tensão, medo ou liderança calma e assertiva. Na falta de um líder assim, o instinto do cachorro o fará querer assumir o posto – vago - de liderança da matilha. Mas o que é liderança calma e assertiva?

 

Um líder calmo é um líder que não responde com agressividade ou demonstra sua raiva frente ao comportamento errado do cão. Ele corrige com moderação sem se deixar levar pelo sentimento de decepção ou raiva pelo mal comportamento do cachorro. Um líder assertivo é um líder firme em sua repreensão, que responde rápida e eficazmente à ação errada do cão, é um líder consistente em suas regras e limites, que é líder 100% do tempo, não em apenas 95% do tempo.

 

Se quer um cachorro confuso que não sabe exatamente quando você é ou não seu líder, seja líder apenas em tempo parcial. Mas se você quiser que seu cão seja um seguidor feliz e em definitivo, cumpra o seu papel e não vacile em momento algum. Com raças consideradas mais fortes, por assim dizer, como o Rottweiller, Pit Bull e Pastor Alemão, é ainda mais fundamental ser um líder consistente em tempo integral.

 

Em conclusão, liderança calma e assertiva tem a ver com a postura e com a demonstração dos sentimentos por meio de linguagem corporal, entonação e altura da voz. O cachorro capta essa “energia” e isso pode acabar atrapalhando no seu relacionamento com ele e na reabilitação. Uma postura equivocada do dono ou adestrador pode dificultar a reversão de um comportamento ruim para um comportamento desejado.

 

Leia a Série "Aprenda com o Encantador de Cães" completa:

Artigo 1: Cesar Millan: reabilita cães, treina pessoas

Artigo 2: Amor na hora errada

Artigo 3: Poder de matilha

Artigo 4: Cão exercitado é cão feliz

Artigo 5: Líder calmo, assertivo e em tempo integral

Nota: Embora a resenha seja baseada no livro “O Encantador de Cães”, as idéias aqui publicadas não reproduzem necessariamente a opinião do autor do livro, Cesar Millan, nem de sua co-autora, Melissa Jo Peltier.

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16/04/2010

Cão exercitado é cão feliz


O cachorro está com medo? Está destruindo a casa? Está ansioso? Agressivo? A chave para resolver esses problemas, no método de reabilitação usado por Cesar Millan, é o exercício. Além de ajudar no equilíbrio físico e mental, os exercícios favorecem o estabelecimento de um elo mais profundo e harmonioso entre dono e cão. Este é o penúltimo artigo da Série Aprenda com o Encantador de Cães do AuAuAurélio!


Os exercícios são considerados pelo Encantador de Cães Cesar Millan uma das atividades mais importantes para o bem-estar físico e mental do cão. Sabendo disso, Cesar lança mão do exercício para reabilitar os cães e enxerga nele um aliado fundamental na solução de casos de mau comportamento canino.

 

O cachorro está com medo? Leve-o para se exercitar. Está destruindo a casa? Está ansioso? Agressivo? A chave para resolver esses problemas, no método de reabilitação usado por Cesar, é basicamente o exercício. Sempre, claro, com acompanhamento profissional capaz de identificar a correta linguagem corporal e de interpretar adequadamente o comportamento canino no contexto em que vive.

 

A explicação para a razão da importância do exercício na psicologia canina defendida por Cesar está situada nas origens da espécie. Descendente do lobo selvagem, o cão vivera em liberdade e tinha um “trabalho” a cumprir, que o ocupava durante boa parte do dia.

 

Dessa forma, os exercícios para o cão, independentemente de raça ou porte, são considerados fundamentais para se ter um cão mais obediente, comportado, tranqüilo e em sintonia com o dono. O cachorro tem uma energia que precisa ser gasta, ao contrário, gera excitação indesejada, frustração e, como uma bola de neve, pode ser o precursor de comportamentos ruins.

 

Ora, se um cão cheio de energia para gastar passa o dia confinado em casa, não lhe resta muitas alternativas senão morder os móveis, estragar a própria cama onde dorme e o chinelo que ficou esquecido no meio da sala. Por outro lado, deixar o cão solto em um enorme canil é diversão – mas apenas isso. O cão corre e brinca, mas perde a oportunidade de conhecer novos cheiros, sons, de ver novas coisas e usar com mais intensidade seus órgãos sensoriais, além de não se socializar com cães diferentes dos que já convive em casa.

 

Mas a novidade, explica Cesar, está em que o cão que não passeia perde a chance de aprender a ser seguidor de seu dono. Os exercícios, a caminhada é um excelente momento para que o cão aprenda quem é o líder da matilha. O dono, por sua vez, perde a incrível chance de se sintonizar com o seu cachorro. Cesar acredita que caminhar com o cão é o momento ideal para dono e cachorro se sintonizarem. Exercícios acabam fazendo com que o cão se apegue mais ao dono e o aceite mais facilmente como líder.

 

Dessa maneira, o dono deve despender algum tempo do dia exercitando seu cão, com uma boa caminhada entre duas a três vezes por dia. Com cães mais enérgicos e movidos a “pilha”, pode-se andar de bicicleta, patins ou mesmo correr. Uma outra dica é usar uma mochila específica para cães e compatível com a idade, tamanho e resistência do cachorro. Cachorros também podem ser ensinados a andar na esteira, exercício que deve ser feito sob supervisão (verifique a necessidade do uso de guia). Enfim, não restam alternativas para exercitar o cachorro.

 

Em um frase, cão exercitado é cão feliz.

 

Leia a Série "Aprenda com o Encantador de Cães" completa:

Artigo 1: Cesar Millan: reabilita cães, treina pessoas

Artigo 2: Amor na hora errada

Artigo 3: Poder de matilha

Artigo 4: Cão exercitado é cão feliz

Artigo 5: Líder calmo, assertivo e em tempo integral

Nota: Embora a resenha seja baseada no livro “O Encantador de Cães”, as idéias aqui publicadas não reproduzem necessariamente a opinião do autor do livro, Cesar Millan, nem de sua co-autora, Melissa Jo Peltier.

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13/04/2010

Poder da Matilha



O especialista em comportamento canino Cesar Millan apresenta-nos o conceito de “poder da matilha”, um importante aliado ao incentivo do bom comportamento em cães. Conheça melhor esse conceito no terceiro artigo da Série Aprenda com o Encantador de Cães no AuAuAurélio!

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09/04/2010

Amor na hora errada



Podemos gostar de nossos cães e ao mesmo tempo não sabermos a forma adequada de criá-los. Veja o segundo artigo da Série Aprenda com o Encantador de Cães no AuAuAurélio!

 

De acordo com o especialista em psicologia canina Cesar Millan, conhecido como o Encantador de Cães, dar amor aos cães – na hora errada – pode trazer problemas de comportamento e não raro é a causa de um comportamento indesejado.

 

Segundo ele, se um cão apresenta um comportamento medroso e os donos lhe dão carinho e lhe enchem de palavras afáveis e animadoras como “oh meu amor, não fique assim”, esse medo estará sendo alimentado. O cão gosta de receber carinho e, se o recebe ao sentir medo, o medo é reforçado como em um círculo vicioso.

 

Algo equivalente ocorre com a excitação excessiva. Quando filhotes, achamos uma graça o cãozinho pular nas pessoas e, ao deixarmos que ele faça isso e até elogiarmos, alimentamos esse comportamento. Quando crescem, entretanto, muitas vezes perde a graça o cão adulto que pula em nós mesmos e nas pessoas com as quais convivemos em sociedade, sejam visitas, vizinhos ou estranhos. De repente, queremos que nossos cães parem de ter um comportamento o qual nunca inibimos, ao contrário, sempre incentivamos. Aquela atividade engraçada passa a ser uma verdadeira dor de cabeça e fonte de irritação.

 

Cesar defende a idéia de que os cachorros precisam que seus donos forneçam o tripé exercícios, disciplina e carinho – nesta ordem. Primeiro, deve-se gastar a energia acumulada e, muitas vezes, frustrada dos cães. Embora energia frustrada seja mais comum em raças mais enérgicas, todos os cães precisam de exercícios em nível compatível com seu organismo. Quando o cão estiver cansado e mais tranqüilo mentalmente, será a hora correta de discipliná-lo. Cansado, o cão tem menor tendência em desobedecer nossas ordens pois se encontra como que “rendido”. Só depois de os donos haverem lhe dado exercícios e o disciplinado, o cão deve receber todo o amor e carinho de que precisa. Até mesmo durante os exercícios de disciplina e adestramento, o carinho pode ser usado como forma de recompensa ao acerto.

 

Concluindo, todos os cães precisam de carinho. Mas se dermos carinho em determinadas situações poderemos estar, na verdade, alimentando um comportamento indesejado como em um círculo vicioso. Além disso, tão ou mais necessário que receber afago de seus donos, os cães precisam se exercitar!

 

Leia a Série "Aprenda com o Encantador de Cães" completa:

Artigo 1: Cesar Millan: reabilita cães, treina pessoas

Artigo 2: Amor na hora errada

Artigo 3: Poder de matilha

Artigo 4: Cão exercitado é cão feliz

Artigo 5: Líder calmo, assertivo e em tempo integral

Nota: Embora a resenha seja baseada no livro “O Encantador de Cães”, as idéias aqui publicadas não reproduzem necessariamente a opinião do autor do livro, Cesar Millan, nem de sua co-autora, Melissa Jo Peltier.


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06/04/2010

Cesar Millan: reabilita cães, treina pessoas



O mês de abril marcará a abertura de uma série de artigos sobre a técnica de reabilitação de cães adotada pelo Encantador de Cães, Cesar Millan. No primeiro artigo da série, veja como conheci esse “hombre” mexicano e como ele reinventou, quase que instintivamente, a maneira como reabilitar os cães. Acompanhe e boa leitura!

 

Foi por acaso que assisti ao programa “O Encantador de Cães” no canal de TV a cabo Animal Planet. O programa de título original “Dog Whisperer” traz casos reais de cães mal comportados dos Estados Unidos. Verdadeiramente encantei-me com a forma como um pequeno homem mexicano lidava com os nossos companheiros de quatro patas. Ele tinha uma abordagem nitidamente diferente em comparação a outros profissionais de adestramento e parecia ter nascido com aquele dom natural em lidar com cães. Esse homem chama-se Cesar Millan.




Ao ler o livro “O Encantador de Cães: compreenda o melhor amigo do homem” – best-seller do New York Times, com mais de um milhão de exemplares vendidos - descobri que o simpático encantador não é etólogo, biólogo, veterinário ou zootecnista. Foi simplesmente um menino nascido e criado em fazenda, apaixonado pela natureza e pelos cães. Ele não se cansava de observar o modo como os cães se comportavam em matilha e, a partir dessa observação atenta somada à leitura de autores como Leon F. Whitney (Dog Psychology: The Basics of Dog Training) e Bruce Fogle (The Dog’s Mind), aprendeu princípios sobre o comportamento canino que se constituíram, em alguns anos, a essência de tudo o que sabe e aplica hoje em seu método.


Seu primeiro emprego nos Estados Unidos fora de tosador, oportunidade que lhe permitiu enxergar mais de perto distúrbios de comportamento canino nunca antes vistos por ele no México. Não havia dúvida de que os cães criados em solo norte-americano eram mais bem cuidados, mais paparicados e até mais bonitos, mas eles apresentavam muitos problemas de comportamento como ansiedade, medo excessivo, entre outros.




O manejo fácil e o controle que tinha com os cães, mesmo com aqueles considerados mais agressivos, foi rapidamente notado e não demorou muito para que Cesar fosse trabalhar em um local onde se treinavam cães. Mas Cesar estava inquieto, ele discordava de algumas maneiras pelas quais os cães eram adestrados, a qual abordava os cães por um viés humano. Cesar, por sua vez, aborda os cães por meio do que ele chama de psicologia canina, partindo dos instintos naturais dos cães e de suas necessidades, sem negligenciar suas origens.


A maneira como Cesar lida com os cães é mais que adestramento, é reabilitação, o que ensejou a criação do chavão usado por ele em seu programa: “Eu reabilito cães e treino pessoas” (ele inverte a lógica do treinamento!). Isso fazia sentido pois, em grande parte dos casos, a culpa que quase sempre recaía sobre o cão, na verdade, não era dele e, sim, do dono.


A verdade é que Cesar parece reinventar, de maneira natural e instintiva, a forma como educar os cães e é hoje considerado uma personalidade na sociedade americana, já tendo tido clientes como a apresentadora de TV Oprah Winfrey, talvez a mais bem paga do mundo por esse trabalho, e Jada Pinkett Smith, ninguém menos que a esposa de Will Smith.


Esse é o “Cesar’s Way”, que será abordado no blog Au Au Aurélio...! durante o mês de abril. Não perca a oportunidade de aprender a ter um olhar diferente e enriquecedor sobre seu melhor amigo!


Leia a Série "Aprenda com o Encantador de Cães" completa:

Artigo 1: Cesar Millan: reabilita cães, treina pessoas

Artigo 2: Amor na hora errada

Artigo 3: Poder de matilha

Artigo 4: Cão exercitado é cão feliz

Artigo 5: Líder calmo, assertivo e em tempo integral

Nota: Embora a resenha seja baseada no livro “O Encantador de Cães”, as idéias aqui publicadas não reproduzem necessariamente a opinião do autor do livro, Cesar Millan, nem de sua co-autora, Melissa Jo Peltier.

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