Aurélio voltou, mais pelado que nunca
O Aurélio voltou. E, depois da cirurgia de castração, estava precisando, desesperadamente e sem exageros, de um banho e de uma tosa.
Observem como as pernas dianteiras do meu Shih Tzu estão tortinhas. Isso não tem nada a ver com a castração.
Adivinhem? O pêlo estava todo embolado e não teve jeito: maquininha nele! Fazer o quê, né? Mas até que ele ficou bonitin… Fez até um pouco de sucesso no Pet Shop.
Olha aí o Aurélio de coleira scalibor: prevenção é tudo. E essa prevenção também não tem nada a ver com a cirurgia de castração.
Acompanhei o banho e a tosa. De vez em quando, as cabeleireiras de cães lembravam umas às outras: “Xi… não estamos sozinhas aqui”, referindo-se à presença da minha pessoa.
E o Aurélio, ao contrário de todas as nossas expectativas, não resmungou nada! Também pudera: a ordem era para não tocar no saquinho castrado dele. Funcionou.
Saquinho do Shih Tzu: antes e onze dias depois da castração.
Hoje, se eu pudesse dar uma única dica a quem fosse castrar seu cachorro de pêlo longo, incluídos aí Shih Tzu, Lhasa Apso, Maltês, Yorkshire, a dica seria: TOSEM SEU CACHORRO ANTES DA CASTRAÇÃO! No mínimo, façam a tosa higiênica.
Eu diria que boa parte do trabalho que tivemos na recuperação do Aurélio foi a questão dos seus pêlos… eu tive que cortar à tesoura com minhas próprias mãos um cocô que havia encrostado nos pêlos ao redor do ânus dele. O alívio de ver meu bichinho mais asseado foi mais forte que o nojo. Outras peripécias pós-cirúrgicas contarei, espero, em outro momento!
Por ora é só. Vamos nos despedir, que logo mais tem Jogo do Brasil. E o Aurélio não parece estar muito animado.
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