Passear com nosso cão pode nos reservar surpresas e aventuras emocionantes. Confira agora mais uma peripécia de um passeio com o Aurélio, em que fomos atacados por uma coruja-buraqueira. Veja também dicas para evitar ataques de corujas.
Depois do desafio de passear com o Aurélio e de ser atacada por um trombadinha, agora é a vez do ataque da coruja-buraqueira. Estou até pensando em fazer uma nova série de artigos no blog: Sobrevivi - peripécias de passeios com o Aurélio (brincadeirinha!).
Pois bem. Eis que ouço um som estridente que vai crescendo com vistas a anunciar o ataque iminente de uma coruja-buraqueira e, em seguida, uma rasante sobre o cachorro. Enquanto o Aurélio, como de costume, não percebeu nada, eu levei um susto. Dei um grito, peguei o Aurélio no colo e corri em disparada. Uma cena meio ridícula. A boa notícia é que entre mortos e feridos, todos se salvaram (tá certo que ninguém morreu nem se machucou…).

Aurélio: Coruja-buraqueira? Onde?
Encontrei um vídeo que reproduz em câmera lenta o ataque de uma coruja (tem 20 segundos apenas). Hoje tudo aconteceu da forma como mostrado no vídeo, com a diferença de que, em vez da coruja pegar a presa com suas garras, ela cessou a investida depois de ter se aproximado perigosamente do Aurélio. A Janeíse, do Go my Dog, já relatou um ataque por um pássaro também em Brasília enquanto exercia seu ofício de passeadora de cães.
Já que estamos falando de aves de rapina, devo dizer que, nesses mesmos passeios com o Aurélio, tive a oportunidade de ver, pela primeira vez ao vivo, o carcará, o gavião brasileiro que “pega, mata e come”. Assim como os demais gaviões, o carcará, ave-símbolo da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), impõe respeito. Destes, passo ao largo.
Gavião Carcará
Não sei se “ataque” é a palavra que melhor define a ação das corujas, pois elas não chegam a tocar no cachorro, apenas assustam pelas rasantes que fazem. Elas estão ali para proteger seu ninho, seus filhotes e, é bom esclarecer, alimentam-se de insetos, pequenas aves e pequenos roedores. Além disso, como as corujas fazem um verdadeiro alarde ao notarem a proximidade de um cão, é sinal de que atacar elas não querem, elas querem alertar. Por outro lado, se realmente a melhor defesa é o ataque, então as corujas estão atacando nem que seja para se defender.

Coruja Buraqueira
O que fazer para evitar rasantes de corujas sobre seu cão
1. Fique atento com o som que o pássaro faz. Nunca ouviu o barulho de uma coruja? Não há o menor problema, você vai perceber um barulho alto, vai supor que é de um pássaro, vai procurar saber de onde vem e voilá: eis a coruja.
2. Uma vez identificada a coruja, dê meia volta e passe BEM ao largo.
3. Mapeado o local de moradia da coruja, evite passar por lá com seu cachorro. Procure caminhos alternativos para evitar esse ataque.
4. Se você quiser andar com algum instrumento para se defender, sem machucar as corujas, é uma opção. Mas ainda sim, prefiro fugir a enfrentá-las.
As corujas-buraqueiras são aves presentes em todo território nacional, à exceção da Bacia Amazônica. E aí na sua cidade, seu cão já foi atacado por uma coruja-buraqueira ou outra ave? Comente aqui!