Responsabilidade de passear com o cachorro
Quando estou cansada de ficar “enfurnada dentro de casa” (são essas as palavras que uso quando isso acontece, o Rodrigo sabe), eu saio, vou ao Shopping Center ou sento à mesa de um bom restaurante. E o Aurélio, quando está cansado? Às vezes ele vem me lamber e me olhar para quem sabe eu me tocar que é para eu levar o bichinho para passear.
Mesmo quando passo o dia inteiro em casa, posso ler livros, entrar na internet, assistir televisão… Tenho outras atividades para ocupar o meu tempo em casa: lavar louça, lavar roupa, arrumar a cama, falar com um amigo ao telefone… E o meu cachorro?
Bem, em casa, como diversão, ele tem quatro opções: brinquedo 1 (bolinha), brinquedo 2 (botinha), brinquedo 3 (cordinha) e seu mais recente brinquedo (uma rodinha). Depois de saracotear para cima e para abaixo com os brinquedinhos, acabou-se a graça e o Aurélio não tem mais nada para fazer a não ser deitar e aguardar por alguma luz no fim do túnel, leia-se, pegar a coleira e sair com ele.
Mas, às vezes, quero assistir a um filme na TV que acabou de começar. E falo para o Aurélio: “Fica para amanhã, tá bom?”. Ele não vai entender isso – eu sei. Uso apenas para desencargo da minha consciência.
Aí eu me pergunto: Quem passou o dia inteiro em casa apreciando a bela paisagem das paredes? Eu ou o cachorro? Sim, porque moro em apartamento, ou melhor, apertamento.
O que eu preciso entender é que devo passear com meu cachorro não por mim, mas por ele! Significa que, mesmo se eu não tiver com vontade ou tiver muitas coisas para fazer, eu devo reservar um tempo do meu dia, em torno de uma hora, para andar com o meu cão.
Fora da seca, as quadras residenciais de Brasília apresentam um visual convidativo para passeios com os cães. Não estrague a beleza e recolha as fezes do seu animal. Se não passeou, cagada é não passear. Se passeou, cagada é não recolher.
A primeira dica é começar a encarar a atividade como algo tão importante quanto estudar, trabalhar e escovar os dentes. Algumas vezes pode até ser chato, mas eu sei que devo fazer e, por isso, faço – com vontade ou sem vontade. Como se diz, é na alegria e na tristeza, na disposição e na preguiça até que a morte nos separe.
Não que andar com o cão seja algo chato, pode ser algo extremamente agradável e relaxante. Basta encarar a atividade dessa forma e, claro, usar técnicas adequadas, se necessário, para evitar o desconfortante puxa-puxa de guia pelo cão. Depois vira rotina e fica moleza!
Passear com o cachorro é uma tarefa que deve ser encarada com responsabilidade, pois é uma atividade extremamente importante para a saúde mental do animal. Permite que o cão conheça novos cheiros, lugares, pessoas e outros cães. Permite que o cachorro fortaleça os laços com o dono. Por isso, ter um quintal para o cachorro correr e brincar à vontade não exclui a responsabilidade de levá-lo para passear, diariamente.
Estou pensando - e convido você também a pensar - em praticar um programa diário de caminhadas com seu cão, no sentido de estabelecer uma rotina de horários e atividades com seu cachorro. Antes de passear, certifique-se de que a vacinação e a vermifugação estão em dia, aprenda sobre a maneira adequada de socializar o animal, caminhe em intensidade e tempo compatíveis ao animal, use coleira e guia e, não esqueça, recolha o cocô do seu mascote.
Nota sobre o Aurélio não estar usando a guia na foto acima: em algumas situações, quando é seguro para o cão e para os transeuntes, deixo o Aurélio à vontade para correr, cheirar e descobrir novas coisas.
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