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11/05/2010

Responsabilidade de passear com o cachorro


Quando estou cansada de ficar “enfurnada dentro de casa” (são essas as palavras que uso quando isso acontece, o Rodrigo sabe), eu saio, vou ao Shopping Center ou sento à mesa de um bom restaurante. E o Aurélio, quando está cansado? Às vezes ele vem me lamber e me olhar para quem sabe eu me tocar que é para eu levar o bichinho para passear.

 

Mesmo quando passo o dia inteiro em casa, posso ler livros, entrar na internet, assistir televisão… Tenho outras atividades para ocupar o meu tempo em casa: lavar louça, lavar roupa, arrumar a cama, falar com um amigo ao telefone… E o meu cachorro?

 

Bem, em casa, como diversão, ele tem quatro opções: brinquedo 1 (bolinha), brinquedo 2 (botinha), brinquedo 3 (cordinha) e seu mais recente brinquedo (uma rodinha). Depois de saracotear para cima e para abaixo com os brinquedinhos, acabou-se a graça e o Aurélio não tem mais nada para fazer a não ser deitar e aguardar por alguma luz no fim do túnel, leia-se, pegar a coleira e sair com ele.

 

Mas, às vezes, quero assistir a um filme na TV que acabou de começar. E falo para o Aurélio: “Fica para amanhã, tá bom?”. Ele não vai entender isso – eu sei. Uso apenas para desencargo da minha consciência.

 

Aí eu me pergunto: Quem passou o dia inteiro em casa apreciando a bela paisagem das paredes? Eu ou o cachorro? Sim, porque moro em apartamento, ou melhor, apertamento.

 

O que eu preciso entender é que devo passear com meu cachorro não por mim, mas por ele!  Significa que, mesmo se eu não tiver com vontade ou tiver muitas coisas para fazer, eu devo reservar um tempo do meu dia, em torno de uma hora, para andar com o meu cão.



Fora da seca, as quadras residenciais de Brasília apresentam um visual convidativo para passeios com os cães. Não estrague a beleza e recolha as fezes do seu animal. Se não passeou, cagada é não passear. Se passeou, cagada é não recolher.


A primeira dica é começar a encarar a atividade como algo tão importante quanto estudar, trabalhar e escovar os dentes. Algumas vezes pode até ser chato, mas eu sei que devo fazer e, por isso, faço – com vontade ou sem vontade. Como se diz, é na alegria e na tristeza, na disposição e na preguiça até que a morte nos separe.

 

Não que andar com o cão seja algo chato, pode ser algo extremamente agradável e relaxante. Basta encarar a atividade dessa forma e, claro, usar técnicas adequadas, se necessário, para evitar o desconfortante puxa-puxa de guia pelo cão. Depois vira rotina e fica moleza!

 

Passear com o cachorro é uma tarefa que deve ser encarada com responsabilidade, pois é uma atividade extremamente importante para a saúde mental do animal. Permite que o cão conheça novos cheiros, lugares, pessoas e outros cães. Permite que o cachorro fortaleça os laços com o dono. Por isso, ter um quintal para o cachorro correr e brincar à vontade não exclui a responsabilidade de levá-lo para passear, diariamente.

 

Estou pensando - e convido você também a pensar - em praticar um programa diário de caminhadas com seu cão, no sentido de estabelecer uma rotina de horários e atividades com seu cachorro. Antes de passear, certifique-se de que a vacinação e a vermifugação estão em dia, aprenda sobre a maneira adequada de socializar o animal, caminhe em intensidade e tempo compatíveis ao animal, use coleira e guia e, não esqueça, recolha o cocô do seu mascote.

 

Nota sobre o Aurélio não estar usando a guia na foto acima: em algumas situações, quando é seguro para o cão e para os transeuntes, deixo o Aurélio à vontade para correr, cheirar e descobrir novas coisas.


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27/04/2010

Cotidiano



Não sei se conhecem a música “Cotidiano” do Chico Buarque, de que eu gosto muito.  Fiz uma paráfrase entre a letra e o meu cotidiano de passear com o Aurélio que, aliás, é quem está contando a história.

 

Todo dia ela faz

Tudo sempre igual

Me sacode

Às seis horas da manhã.

Veste em mim uma coleira pontual

E me leva pro passeio

Com a mente sã…

 

Todo dia ela quer

Me cuidar

E essas coisas que quer

Toda mulher

Diz que tanta fofura a fez querer

M’apertar

E me faz um afago, um cafuné…

 

Todo dia eu só penso

Em passear

Meio-dia eu só penso

Em não ficar na solidão

Depois penso na vida

Prá levar

E me vejo levando

Uma vida de cão…

 

Sete da noite

Como era de se esperar

Ela pega

E me põe um cordão

Diz que está muito loca para se livrar

Do cocô pois comi muita ração

 

Toda noite ela diz

Pr’eu não me afastar

Dez da noite diz do seu amor

E me aperta pr’eu quase sufocar

E me põe na cama com labor…

 

Todo dia ela faz

Tudo sempre igual

Me sacode

Às seis horas da manhã.

Veste em mim uma coleira pontual

E me leva pro passeio

Com a mente sã…

 

Você pode ver a letra original aqui.

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10/04/2010

De corujas e cães


Passear com nosso cão pode nos reservar surpresas e aventuras emocionantes. Confira agora mais uma peripécia de um passeio com o Aurélio, em que fomos atacados por uma coruja-buraqueira. Veja também dicas para evitar ataques de corujas.

 

Depois do desafio de passear com o Aurélio e de ser atacada por um trombadinha, agora é a vez do ataque da coruja-buraqueira. Estou até pensando em fazer uma nova série de artigos no blog: Sobrevivi - peripécias de passeios com o Aurélio (brincadeirinha!).

 

Pois bem. Eis que ouço um som estridente que vai crescendo com vistas a anunciar o ataque iminente de uma coruja-buraqueira e, em seguida, uma rasante sobre o cachorro. Enquanto o Aurélio, como de costume, não percebeu nada, eu levei um susto. Dei um grito, peguei o Aurélio no colo e corri em disparada. Uma cena meio ridícula. A boa notícia é que entre mortos e feridos, todos se salvaram (tá certo que ninguém morreu nem se machucou…).

 

Aurélio: Coruja-buraqueira? Onde?

 

Encontrei um vídeo que reproduz em câmera lenta o ataque de uma coruja (tem 20 segundos apenas). Hoje tudo aconteceu da forma como mostrado no vídeo, com a diferença de que, em vez da coruja pegar a presa com suas garras, ela cessou a investida depois de ter se aproximado perigosamente do Aurélio. A Janeíse, do Go my Dog, já relatou um ataque por um pássaro também em Brasília enquanto exercia seu ofício de passeadora de cães.

 

Já que estamos falando de aves de rapina, devo dizer que, nesses mesmos passeios com o Aurélio, tive a oportunidade de ver, pela primeira vez ao vivo, o carcará, o gavião brasileiro que “pega, mata e come”. Assim como os demais gaviões, o carcará, ave-símbolo da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), impõe respeito. Destes, passo ao largo.

 

Gavião Carcará

 

 

Não sei se “ataque” é a palavra que melhor define a ação das corujas, pois elas não chegam a tocar no cachorro, apenas assustam pelas rasantes que fazem. Elas estão ali para proteger seu ninho, seus filhotes e, é bom esclarecer, alimentam-se de insetos, pequenas aves e pequenos roedores. Além disso, como as corujas fazem um verdadeiro alarde ao notarem a proximidade de um cão, é sinal de que atacar elas não querem, elas querem alertar. Por outro lado, se realmente a melhor defesa é o ataque, então as corujas estão atacando nem que seja para se defender.

 

Coruja Buraqueira

O que fazer para evitar rasantes de corujas sobre seu cão

1. Fique atento com o som que o pássaro faz. Nunca ouviu o barulho de uma coruja? Não há o menor problema, você vai perceber um barulho alto, vai supor que é de um pássaro, vai procurar saber de onde vem e voilá: eis a coruja.

 

2. Uma vez identificada a coruja, dê meia volta e passe BEM ao largo.

 

3. Mapeado o local de moradia da coruja, evite passar por lá com seu cachorro. Procure caminhos alternativos para evitar esse ataque.

 

4. Se você quiser andar com algum instrumento para se defender, sem machucar as corujas, é uma opção. Mas ainda sim, prefiro fugir a enfrentá-las.

 

As corujas-buraqueiras são aves presentes em todo território nacional, à exceção da Bacia Amazônica. E aí na sua cidade, seu cão já foi atacado por uma coruja-buraqueira ou outra ave? Comente aqui!

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17/03/2010

Libido em alta ou apenas uma brincadeira?



A observação da socialização do meu Shih Tzu tem despertado dúvidas quanto ao seu comportamento: estaria ele 1) demonstrando dominância,2) com a libido em alta ou 3) apenas brincando de ser cão? Seria a castração uma saída ao comportamento indesejado?

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09/02/2010

O desafio de passear com o Aurélio


Passear com nosso companheiro de quatro patas deveria ser uma das atividades mais relaxantes e agradáveis de se vivenciar. Para mim e o Aurélio, porém, tem sido um desafio, para sermos otimistas. Entenda porquê.

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