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12/06/2010

Olha só o que escolhi de presente de aniversário

Dia 30 deste mês é meu aniversário (uhu! Pensando bem, estou ficando velha…). Fomos eu e o Rodrigo dar uma voltinha no mais novo shopping da cidade, o Iguatemi Brasília. A certa altura, o Rodrigo disse para eu escolher um presente. Meus olhos brilharam como criança que há muito tempo não ganha um presente.

 

Fomos numa loja de produtos do lar (o Espaço Santa Helena)… amo coisas do lar bem transadas, bem pensadas, bem feitas e, principalmente, que servem para alguma coisa (!). Como não estamos podendo gastar muito, pensei em comprar um porta-retrato bem bonito para colocar uma foto do nosso casamento. Mas também encantei-me com os jarros de flores (sim eles tem utilidade: decorar a casa).

 

Amo flores! Essas foram do meu casamento.

 

Passeamos mais e terminamos na Livraria Cultura. Amo livrarias! Brinco dizendo que gosto mais do ambiente do que de ler os livros em si. O ambiente é inspirador… Às vezes, tento fugir um pouco do tema “cães” porque é bom refrigerar a mente com outros assuntos… mas não teve jeito, lá estava eu na seção “Cães”. Confesso que, mesmo na Livraria Cultura, fiquei desapontada com a baixíssima variedade de livros sobre o assunto. Aquele manual de cães do Bruce Fogle, a propósito, é figurinha carimbada: parece que tê-lo nas prateleiras das livrarias é sinônimo de ter livros sobre cães. Não que o livro não seja bom, na verdade, seu autor é muito respeitado. Peguei um livro aqui, outro ali. Encontrei o livro Vira-Latas: os verdadeiros cães de raça, do Tiago Ferigoli, de quem a Ana Corina falou tanto em seu blog. As fotos são lindas! Minhas mãos chegaram no livro “Ou eu ou o cachorro”, da Victoria Stilwell:

 

 

Nunca fui fã do programa dela, que tem por título o mesmo nome do livro e passa na GNT, mas o livro é muito mais do que o programa. Enquanto o Rodrigo ouvia uns CDs no andar de cima da livraria, sentei-me em uma confortável poltrona (amarela?) e folheei as páginas do livro. A diagramação é belíssima e dá um banho nos livros sobre cães que temos nas prateleiras de livrarias brasileiras. Mas o conteúdo é o que interessa (aqui no AuAuAurélio! também). E gostei do conteúdo…

 

- Rodrigo, já sei o que quero de presente: este livro aqui!

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06/04/2010

Cesar Millan: reabilita cães, treina pessoas



O mês de abril marcará a abertura de uma série de artigos sobre a técnica de reabilitação de cães adotada pelo Encantador de Cães, Cesar Millan. No primeiro artigo da série, veja como conheci esse “hombre” mexicano e como ele reinventou, quase que instintivamente, a maneira como reabilitar os cães. Acompanhe e boa leitura!

 

Foi por acaso que assisti ao programa “O Encantador de Cães” no canal de TV a cabo Animal Planet. O programa de título original “Dog Whisperer” traz casos reais de cães mal comportados dos Estados Unidos. Verdadeiramente encantei-me com a forma como um pequeno homem mexicano lidava com os nossos companheiros de quatro patas. Ele tinha uma abordagem nitidamente diferente em comparação a outros profissionais de adestramento e parecia ter nascido com aquele dom natural em lidar com cães. Esse homem chama-se Cesar Millan.




Ao ler o livro “O Encantador de Cães: compreenda o melhor amigo do homem” – best-seller do New York Times, com mais de um milhão de exemplares vendidos - descobri que o simpático encantador não é etólogo, biólogo, veterinário ou zootecnista. Foi simplesmente um menino nascido e criado em fazenda, apaixonado pela natureza e pelos cães. Ele não se cansava de observar o modo como os cães se comportavam em matilha e, a partir dessa observação atenta somada à leitura de autores como Leon F. Whitney (Dog Psychology: The Basics of Dog Training) e Bruce Fogle (The Dog’s Mind), aprendeu princípios sobre o comportamento canino que se constituíram, em alguns anos, a essência de tudo o que sabe e aplica hoje em seu método.


Seu primeiro emprego nos Estados Unidos fora de tosador, oportunidade que lhe permitiu enxergar mais de perto distúrbios de comportamento canino nunca antes vistos por ele no México. Não havia dúvida de que os cães criados em solo norte-americano eram mais bem cuidados, mais paparicados e até mais bonitos, mas eles apresentavam muitos problemas de comportamento como ansiedade, medo excessivo, entre outros.




O manejo fácil e o controle que tinha com os cães, mesmo com aqueles considerados mais agressivos, foi rapidamente notado e não demorou muito para que Cesar fosse trabalhar em um local onde se treinavam cães. Mas Cesar estava inquieto, ele discordava de algumas maneiras pelas quais os cães eram adestrados, a qual abordava os cães por um viés humano. Cesar, por sua vez, aborda os cães por meio do que ele chama de psicologia canina, partindo dos instintos naturais dos cães e de suas necessidades, sem negligenciar suas origens.


A maneira como Cesar lida com os cães é mais que adestramento, é reabilitação, o que ensejou a criação do chavão usado por ele em seu programa: “Eu reabilito cães e treino pessoas” (ele inverte a lógica do treinamento!). Isso fazia sentido pois, em grande parte dos casos, a culpa que quase sempre recaía sobre o cão, na verdade, não era dele e, sim, do dono.


A verdade é que Cesar parece reinventar, de maneira natural e instintiva, a forma como educar os cães e é hoje considerado uma personalidade na sociedade americana, já tendo tido clientes como a apresentadora de TV Oprah Winfrey, talvez a mais bem paga do mundo por esse trabalho, e Jada Pinkett Smith, ninguém menos que a esposa de Will Smith.


Esse é o “Cesar’s Way”, que será abordado no blog Au Au Aurélio...! durante o mês de abril. Não perca a oportunidade de aprender a ter um olhar diferente e enriquecedor sobre seu melhor amigo!


Leia a Série "Aprenda com o Encantador de Cães" completa:

Artigo 1: Cesar Millan: reabilita cães, treina pessoas

Artigo 2: Amor na hora errada

Artigo 3: Poder de matilha

Artigo 4: Cão exercitado é cão feliz

Artigo 5: Líder calmo, assertivo e em tempo integral

Nota: Embora a resenha seja baseada no livro “O Encantador de Cães”, as idéias aqui publicadas não reproduzem necessariamente a opinião do autor do livro, Cesar Millan, nem de sua co-autora, Melissa Jo Peltier.

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30/01/2010

Dicionário do Cão


Conheça um dicionário legitimamente canino (e em português). Me cãovenceu! É comum, no meio animal, brincarmos com as palavras e usarmos “cão” em vez de “com” ou “con” ou “can” (como fiz no início deste artigo) e “au” substituindo palavras com “a” (AUnimal!). A idéia é justamente dar uma pitada de humor e conferir uma identidade canina ao nosso texto. Foi o que fez o português Fausto Caniceiro da Costa ao criar o inusitado Dicionário do Cão – o único em que todos os verbetes começam com a letra “C”! E é um dicionário mesmo: além de criar neologismos caninos para lá de engraçados, ele também define pioneiramente esses conceitos. Uma obra sem dúvida original e que merece ser divulgada aqui no AuAuAurélio!

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