19/02/2010

Em nome do amor aos cães


Na corrida pela qualidade de vida do nosso animal de estimação e em nome do amor por eles, muitas vezes consumimos cada vez mais produtos e serviços exclusivos para animais sem refletir sobre sua real necessidade. Veja como se prevenir de um consumismo exagerado e nem sempre benéfico aos nossos amigos de quatro patas.

A criatividade do mercado é algo que nos impressiona. No nicho animal, podemos nos surpreender com os últimos lançamentos de produtos, como bolsas de viagem de couro de crocodilo, ternos risca de giz sob medida para o cão, sanitários de plástico em forma de poste, apólices de seguro e unhas postiças.

O mercado também conta com serviços exclusivos, como hospedagem para animais de estimação enquanto os donos viajam, companhias aéreas especializadas em transporte, planos de saúde, serviços funerários e até motéis com espelho no teto para acasalamento.

1. Em nome do amor
Não restam dúvidas de que pagar por um plano de saúde é prova de que queremos garantir uma maior longevidade ao nosso animal de estimação, tudo para que ele fique o maior tempo possível ao nosso lado. Da mesma forma, contratar um serviço funerário é demonstração do reconhecimento pela amizade incondicional do animal oferecida a nós durante sua vida. Essas práticas não nos deixam dúvidas de quanto as pessoas que fazem questão de pagar por esses serviços amam seus cães.

2. Seu cão não é humano!
Lembre-se de que seu cão é um cão, não é um ser humano! Por isso, nossos animais precisam nada mais que água, comida, espaço, exercícios, disciplina e carinho, para seu equilíbrio e bem-estar físico e mental e para estar em perfeita harmonia com os donos. Entender isso nos liberta do consumismo desenfreado, exagerado e despropositado. Compreender isso também pode levar-nos a economizar dinheiro e aplicarmos nosso tempo melhor com nossos amigos de quatro patas.

3. Desconfie
Perceba quando o mercado quer lucrar vendendo a idéia de que, ao comprar certos produtos e serviços, você estará oferecendo o melhor para o seu cão. Não se sinta mal por não adquirir a última coleção de uma roupinha de uma certa marca. Tenha certeza de que seu cão não vai amá-lo menos por isso. A verdade é que ele provavelmente, sem a roupa, se sentirá até mais confortável.

4. Peça esclarecimentos
Se tiver dúvidas quanto à real necessidade de um produto para a saúde e bem-estar do cão, não compre por impulso, pesquise e peça esclarecimentos de diferentes fontes. Não deixe que a vendedora do pet shop seja a única fonte de esclarecimentos. Escute a opinião de diferentes estabelecimentos e, de preferência, procure a orientação de profissionais veterinários.

Aurélio: Preciso mesmo dessas botas?



5. Inverta valores
Em vez de perder rios de dinheiro em grandes lojas de departamento ou mesmo em pet shops da esquina, que tal investir um tempo a mais com seu cão? O que acha de você mesmo praticar um adestramento em casa? Acha interessante assistir na TV cachorros que pulam obstáculos? Então, procure por escolas especializadas que ensinam o agility. Você ficará em forma, terá momentos de diversão e, o mais importante, poderá estar mais sintonizado com seu amigo quadrúpede.

6. Quando começar?
Agora mesmo. Não perca tempo em começar a praticar essas dicas. Se você já tem o hábito de consumismo, aproveite essa oportunidade para abandonar o velho e mau hábito. Depois conte os benefícios aqui no blog AuAuAurélio! e incentive os outros a fazerem o mesmo!


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Mercado Pet Brasileiro

12 comentários:

Cassia 20/02/2010 08:19  

Oi, Adriana! Preciosas dicas, concordo inteiramente com você! Investir mais tempo em compreender, conviver e exercitar nossos queridos amigos não tem preço! E trata-se de "item" que não está a venda no mercado pet! Abraços, Cassia

Adriana Diniz 20/02/2010 08:59  

Oi, Cassia!
É verdade! Estar com nossos peludos e investir em algumas atividades junto com eles não tem preço!
Abraços e obrigada pela visita!

Janeíse 20/02/2010 20:53  

Post importante!

O problema é que as pessoas tendem a humanizar seus cães e o mercado pet se aproveita disso. Todo item supérfluo só serve para fazer os donos se sentirem bem. Acaba que o bem-estar do cão fica em 2º plano, porque como animal ele não precisa de nada disso, mas como "pequeno humano de 4 patas", as pessoas acham que é importante (quando acaba sendo importante só para elas, e não para os bichinhos).

Não sei se fui muito clara^^''
Beijos!

Adriana Diniz 20/02/2010 21:51  


Querida Jane (posso te chamar assim?),
Você foi muito clara... tão clara que eu percebi que vc entendeu direitinho a mensagem que quis passar com esse artigo.
É isso mesmo! Algumas pessoas acabam invertendo a lógica e carregando o cachorro como um acessório ou penduricalho! E o mercado, algumas vezes, influencia esse comportamento equivocado!
Um beijo!
Adriana

Fernanda e Pink 21/02/2010 10:35  

É muito difícil não "tentar" humanizar seus cães mas quando percebe isso, fica tudo mais fácil. E melhor, a vida destas nossas preciosidades fica melhor, que é o que importa.
Eu não sou mãe e coloco toda essa energia maternal na minha Pink. No começo acho que eu era uma destas consumistas inveteradas que colocava perfume canino todos os dias nela. Depois fui lendo, me informando e vendo que ser cão é ser feliz. Hoje minha Pink é um cão feliz e eu, menos ansiosa.

Adriana Diniz 21/02/2010 16:32  


Oi, Fê!
Muito obrigada por seu comentário aqui (de se abrir com a gente)! Vou aproveitá-lo até para esclarecer uma interpretação equivocada que o texto pode ter causado (e valorizo mt o enriquecimento do debate... só vc comentando para a gente abrir os horizontes!).
Quem nunca comprou um mimo para o seu cachorro que atire o primeiro osso, não é verdade?
Em geral, o errado não é comprar isso ou aquilo, mas um comportamento como um todo exageradamente consumista.
Usando o exemplo que você deu da Pink: se você gosta da Pink perfumadinha todo o dia (e se isso não fizer mal para a saúde, não causar alergias), eu não vejo problema algum!
Essa ação em si não é errada. Quando a gente coloca o perfume, a gente está suprindo uma necessidade nossa, não do cão. Tudo bem! Mas daí temos que dar uma contrapartida: do que o cão precisa? Exercícios, alimentos, carinho, água fresca, espaço, se socializar com outros cães?
É como se fosse um relacionamento mesmo: ambas as partes tem necessidades que devem ser supridas... o problema acontece quando nós esquecemos de saciar as necessidades de nossos peludos esquecendo-nos de que não são seres humanos e que tem necessidades próprias dos caninos!
Cada um compra e faz o que acha melhor para o cão, mas só deve observar se tudo está equilibrado para o lado seu e do cão!
Bjos!

Janeíse 22/02/2010 16:29  

Obrigada pelo queria, Adriana:]

Concordo com isso. Primeiro temos que ver as necessidades dos cães, não atropelá-las com as nossas.

Sendo sincera, quem gosta de bicho deixa ele ser bicho. O que acontece muito hoje em dia é a descaracterização deles, como se fossem bonecas ou outro brinquedo sem vida e vontade (só porque não falam nossa língua). Claro que um mimo, sem exageros, não faz mal. Mas acho muitos produtos por aí totalmente dispensáveis.

Beijos!

Bella 05/04/2010 10:44  

Olá, Adriana! Adorei o post. Vi lá no Mãe de Cachorro e foi ótimo conhecer teu blog! Já está linkado! Abraços

Adriana Diniz 05/04/2010 11:02  

Bella, fico mt feliz que tenha gostado, comentado e esteja seguindo o blog! Bem-vinda e aproveite muito!
A Ana Corina além de fazer cachorros felizes, faz donos de cachorros felizes também! ;)

Camilli Chamone 05/04/2010 14:49  

Eu também vou indicar seu post lá no blog. ADOREI! <3

Tereza 12/04/2010 18:29  

Os consumistas de supérfluos bem q poderiam doar o q gastam em roupinhas, perfumes e afins p abrigos de animais abandonados...

Anônimo,  27/06/2010 21:17  

minha cachorra se chama jully mais ganhei outra to proucurando um nome pra ela

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